Acerca de mí

- Nombre: Mario Vidal
- Ubicación: La Plata, pcia. de Buenos Aires, Argentina
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Viaje a Rio de Janeiro con mi hijo Pablo - enero de 2001
20.9.04
JS: Carnaval 96 - Sinopse
Asunto: SINOPSE (carta de mi amigo Jorge)
Fecha: Lunes, 29 de Enero de 2001 06:17 p.m.
BLOCO DE 5ª (categoria)
MEU BEM, VOLTO JÁ!
Carnaval/96 - Sinopse
Aproxima-se o carnaval, e o bloco "MEU BEM, VOLTO JÁ!", volta de azul, amarelo e vermelho, trazendo o enredo: "QUEM CONTA UM CONTO, AUMENTA UM PONTO".
Você, que prometeu tantas e tantas vezes voltar já..., Não seja egoísta, volte e conte por onde esteve, que viagens, reais ou imaginárias realizou, que estórias ouviu e assuntou por aí. Nós estamos ávidos de curiosidade. Com certeza, ouviremos, "embevecidos", seus contos que cantaremos -mais bêbados ainda- encantados pelas ruas do Leme.
Descobrimos, antes tarde do que nunca, que a vida, mesmo em dias de calmaria, navega ao sabor do imponderável. Por isto, realizar esta promessa principalmente no Leme, onde voltar já é quase redundante, abre um mar de possibilidades que se transformam em estórias. Estas devem, necessariamente encantar, para não correr o risco de levar com os contos, pontos... na cabeça.
A ala "Queremos Álibis", por sinal a mais numerosa do bloco, nos lembra que a história é pródiga em contadores de estórias que encantaram. O presidente da ala - que prefere o anonimato - após consulta às bases, chegou a fazer extensa lista de históricos foliões, que deveriam fazer parte da nossa comissão de frente.
Embora exemplos sobrem, gostaríamos de lembrar Ulisses, o grego, general de larga estirpe, que depois de falar a Penélope: - Meu bem volto já. Saiu a percorrer terras e mares nunca dantes navegados.
Passados vinte anos, retornou a Ítaca, contando estórias para lá de surpreendentes, àquela que, de saco cheio de tanto fazer crochê, aturava pretendentes com cara de quarta-feira de cinzas.
Séculos mais tarde, pela pena de Cervantes, tomamos conhecimento das fantásticas estórias do fidalgo Dom Quixote de La Mancha, que junto com seu companheiro de pândega Sancho Pança, saíra pelas estradas da vida à procura de glórias e aventuras. Prometeu "voltar já" a sua amada Dulcinéia, simpática donzela Del Toboso. De todas as aventuras em que se envolveu, resgatamos, por sua importância histórica, a da luta sem trégua contra enormes moinhos de vento, confundidos, pelas visões que se originaram após providencial porre, com terríveis e ameaçadores gigantes.
Todos os relatos que até nós chegaram, coincidem em afirmar, que o nobre cavalheiro e seu esforçado acompanhante, para se refazerem da ressaca de tão memorável batalha, entraram numa loja de conveniência e pediram, para rebater, uns chopes e dois sanduíches de lombinho que, num átimo de saudade de sua doce amada, mandou incrementar com pedaços de uma fruta tropical conhecida popularmente como abacaxi. Acredite se quiser, devemos a essa peculiar noitada, nossos fins de noite no Cervantes, ali na fronteira do Leme onde, despudoradamente também, contamos nossas não menos fantásticas estórias a espera da última saideira.
Há também outros personagens eméritos que lembramos mais por precaução e preocupação, que por satisfação. Fazem parte desta galeria, Collor, PC & Cia.
Apesar de tudo, tiveram o mérito de dar o pontapé inicial no Mercosul, com aquele famoso conto do empréstimo do Uruguai. - Mas para que abrir antigas feridas? diria cheio de empáfia nosso "querido" Delfim. Fiquemos então só com aquelas recém saídas do prelo, que já são suficientes.
Poucas se igualam aos relatórios dos fraudadores do INSS. Como esquecer aqueles casos que, sob um manto de mistério e hipocrisia, foram contados, com rara desenvoltura, pela ala de compositores do Ministério da Saúde. "Deu até no New York Times!".
O "curioso" caso da incauta jovem que, após incômoda cirurgia de hemorróidas, teve a conta faturada como "Delicada colocação de lentes de contato". Será que não perceberam em qual olho estavam mexendo?
Outro registro digno de nota menciona cirurgia em senhor de meia idade, para, pasmem, retirada de ovários. Convidamos tão dignos representantes para a nossa ala "Me Engana Que Eu Gosto".
Exemplos não faltam. Entretanto, não poderíamos deixar de trazer, como fonte de inspiração, outro ilustre folião.
Carnaval lembra, por analogia, Dante, autor da "Divina Comédia" (não confundir com Divine Browm, essa é outra comédia). Dante, pelas mãos de Virgílio, viajou através dos nove círculos do inferno e voltou, para contar vividamente tamanha viagem. Inspirou com seus relatos, toda a sorte de fantasias que abundam na nossa festa profana: o cão, o capeta, o coisa ruim, assim como todos os pecados, graças a Deus, a eles associados. E tudo indica que gostou. Pelo menos é o que afirma, de pés quase juntos (porém teimosamente separados), um bebum nosso conhecido, presidente da ala "A Esbórnia é Aqui e Agora".
Segundo tão fidedigna fonte, Dante o florentino, caiu novamente em tentação, voltando para freqüentar os inferninhos da Prado Junior, estando a eles até hoje, irremediavelmente ligado. Afirma ainda, tê-lo visto no carnaval passado, braços dados com Barbarella e Cicciolina, caindo pela tabelas, atrás do bloco MEU BEM, VOLTO JÁ. Mas essa ... Essa é uma outra história.
Fecha: Lunes, 29 de Enero de 2001 06:17 p.m.
BLOCO DE 5ª (categoria)
MEU BEM, VOLTO JÁ!
Carnaval/96 - Sinopse
Aproxima-se o carnaval, e o bloco "MEU BEM, VOLTO JÁ!", volta de azul, amarelo e vermelho, trazendo o enredo: "QUEM CONTA UM CONTO, AUMENTA UM PONTO".
Você, que prometeu tantas e tantas vezes voltar já..., Não seja egoísta, volte e conte por onde esteve, que viagens, reais ou imaginárias realizou, que estórias ouviu e assuntou por aí. Nós estamos ávidos de curiosidade. Com certeza, ouviremos, "embevecidos", seus contos que cantaremos -mais bêbados ainda- encantados pelas ruas do Leme.
Descobrimos, antes tarde do que nunca, que a vida, mesmo em dias de calmaria, navega ao sabor do imponderável. Por isto, realizar esta promessa principalmente no Leme, onde voltar já é quase redundante, abre um mar de possibilidades que se transformam em estórias. Estas devem, necessariamente encantar, para não correr o risco de levar com os contos, pontos... na cabeça.
A ala "Queremos Álibis", por sinal a mais numerosa do bloco, nos lembra que a história é pródiga em contadores de estórias que encantaram. O presidente da ala - que prefere o anonimato - após consulta às bases, chegou a fazer extensa lista de históricos foliões, que deveriam fazer parte da nossa comissão de frente.
Embora exemplos sobrem, gostaríamos de lembrar Ulisses, o grego, general de larga estirpe, que depois de falar a Penélope: - Meu bem volto já. Saiu a percorrer terras e mares nunca dantes navegados.
Passados vinte anos, retornou a Ítaca, contando estórias para lá de surpreendentes, àquela que, de saco cheio de tanto fazer crochê, aturava pretendentes com cara de quarta-feira de cinzas.
Séculos mais tarde, pela pena de Cervantes, tomamos conhecimento das fantásticas estórias do fidalgo Dom Quixote de La Mancha, que junto com seu companheiro de pândega Sancho Pança, saíra pelas estradas da vida à procura de glórias e aventuras. Prometeu "voltar já" a sua amada Dulcinéia, simpática donzela Del Toboso. De todas as aventuras em que se envolveu, resgatamos, por sua importância histórica, a da luta sem trégua contra enormes moinhos de vento, confundidos, pelas visões que se originaram após providencial porre, com terríveis e ameaçadores gigantes.
Todos os relatos que até nós chegaram, coincidem em afirmar, que o nobre cavalheiro e seu esforçado acompanhante, para se refazerem da ressaca de tão memorável batalha, entraram numa loja de conveniência e pediram, para rebater, uns chopes e dois sanduíches de lombinho que, num átimo de saudade de sua doce amada, mandou incrementar com pedaços de uma fruta tropical conhecida popularmente como abacaxi. Acredite se quiser, devemos a essa peculiar noitada, nossos fins de noite no Cervantes, ali na fronteira do Leme onde, despudoradamente também, contamos nossas não menos fantásticas estórias a espera da última saideira.
Há também outros personagens eméritos que lembramos mais por precaução e preocupação, que por satisfação. Fazem parte desta galeria, Collor, PC & Cia.
Apesar de tudo, tiveram o mérito de dar o pontapé inicial no Mercosul, com aquele famoso conto do empréstimo do Uruguai. - Mas para que abrir antigas feridas? diria cheio de empáfia nosso "querido" Delfim. Fiquemos então só com aquelas recém saídas do prelo, que já são suficientes.
Poucas se igualam aos relatórios dos fraudadores do INSS. Como esquecer aqueles casos que, sob um manto de mistério e hipocrisia, foram contados, com rara desenvoltura, pela ala de compositores do Ministério da Saúde. "Deu até no New York Times!".
O "curioso" caso da incauta jovem que, após incômoda cirurgia de hemorróidas, teve a conta faturada como "Delicada colocação de lentes de contato". Será que não perceberam em qual olho estavam mexendo?
Outro registro digno de nota menciona cirurgia em senhor de meia idade, para, pasmem, retirada de ovários. Convidamos tão dignos representantes para a nossa ala "Me Engana Que Eu Gosto".
Exemplos não faltam. Entretanto, não poderíamos deixar de trazer, como fonte de inspiração, outro ilustre folião.
Carnaval lembra, por analogia, Dante, autor da "Divina Comédia" (não confundir com Divine Browm, essa é outra comédia). Dante, pelas mãos de Virgílio, viajou através dos nove círculos do inferno e voltou, para contar vividamente tamanha viagem. Inspirou com seus relatos, toda a sorte de fantasias que abundam na nossa festa profana: o cão, o capeta, o coisa ruim, assim como todos os pecados, graças a Deus, a eles associados. E tudo indica que gostou. Pelo menos é o que afirma, de pés quase juntos (porém teimosamente separados), um bebum nosso conhecido, presidente da ala "A Esbórnia é Aqui e Agora".
Segundo tão fidedigna fonte, Dante o florentino, caiu novamente em tentação, voltando para freqüentar os inferninhos da Prado Junior, estando a eles até hoje, irremediavelmente ligado. Afirma ainda, tê-lo visto no carnaval passado, braços dados com Barbarella e Cicciolina, caindo pela tabelas, atrás do bloco MEU BEM, VOLTO JÁ. Mas essa ... Essa é uma outra história.
